Ewerton Teixeira

20/07/2007 - Ewerton Teixeira provou, mais uma vez, porque é um dos favoritos a vencer o Mundial de Karate Kyokushin deste ano. No último dia 23, sagrou-se pentacampeão no All American Open, realizado em Nova Iorque (EUA).
Quem o acompanha durante os treinos na Matriz sabe da sua garra e dedicação ao esporte.
Mais do que isso, Ewerton encara o Kyokushin como uma filosofia de vida. É o exemplo prático de que perseverança e humildade são ingredientes fundamentais para se trilhar uma trajetória de sucesso.
E isso é só o começo...

Joana Matushita


O resultado do All American correspondeu às suas expectativas?

Sim. Treinei muito, com o objetivo de ser campeão. Graças a Deus, consegui o resultado que esperava.

O que mais te surpreendeu neste campeonato?

O alto nível dos atletas estrangeiros até então “desconhecidos”. Alguns, inclusive, conseguiram uma boa classificação, como o Zahari Damyanov, da Bulgária (3º lugar) e o Slawomir Was, dos Estados Unidos (5º lugar).

Qual foi o momento mais difícil?

Ver meus companheiros de equipe insatisfeitos com seus resultados.

O que achou do nível dos atletas?

Achei que o nível estava muito bom. Acredito que a equipe do Brasil precisa estar preparada para o surgimento de atletas muito fortes ainda desconhecidos.

Há quem diga que “ganhar um campeonato é difícil, mas manter o título é mais difícil ainda”. Você concorda?

Concordo. Uma vez que você ganha, acaba estimulando aqueles que ficaram em segundo ou terceiro lugares a desejarem ainda mais o título de campeão. E eles vão treinar muito para isso. Conseqüentemente, o campeão é obrigado a treinar ainda mais que eles. Além de sofrer a pressão de segurar o título.

Gostaria de dedicar o pentacampeonato a alguém?

Gostaria de dedicar este título a todas as pessoas que, de alguma maneira, foram responsáveis por essa conquista, a começar pelo Shihan Isobe e sensei Riyuji, que me treinaram e me apoiaram muito. Dedico também à minha família, shihan Francisco Filho e sensei Tsutomu. Sensei Susete e dona Kiyoko [Isobe] sempre me incentivaram e me deram bons conselhos. E, finalmente, dedico a todos os senseis, companheiros de treino, alunos e amigos, que pensaram positivamente por mim.

Dentre os países em que você já lutou, com exceção do Brasil, de qual gostou mais? Por quê?

Gosto de lutar no Japão. Desde pequeno, quando assistia às fitas dos campeonatos mundiais, desejava muito lutar naquele tablado azul e amarelo. Além disso, é lá que tenho a oportunidade de lutar com os melhores do mundo.

Quais são suas expectativas para o Mundial deste ano?

Espero conseguir o título mundial, que é o mais importante dentro do Kyokushin. Espero, também, que pelo menos cinco brasileiros estejam entre os oito primeiro colocados.

Como você lida com o favoritismo para o Mundial? Ajuda ou atrapalha?

Tento pensar que sou apenas um atleta com chances de vencer, assim como todos os outros. Uns têm menos chances, outros têm mais, mas todos têm.

Quais são seus planos para o segundo semestre de 2007?

Treinar firme para o Mundial e ajudar os atletas da Matriz a conseguirem seus objetivos no Campeonato Paulista.

O que o Kyokushin representa para você?

É a minha filosofia de vida, o meu modo de viver, não é só um esporte. O Kyokushin nos ensina a ter garra, persistênsia, união e humildade, coisas muito raras na nossa sociedade.

Que conselho você dá aos atletas em início de carreira que se espelham em você?

Um atleta, primeiramente, precisa ter um grande objetivo, sonhar alto. Depois, fazer tudo o que for necessário para tornar esse sonho realidade. Para isso, é preciso abrir mão de muitas coisas, o que, para a grande maioria das pessoas, não é fácil. Mas, um verdadeiro atleta deve lidar com isso com naturalidade, como se fosse normal. No final, tudo isso é muito gratificante.

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